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Após quase um ano de paralisação, a Orquestra Sinfônica Brasileira está retomando suas atividades. No momento deste texto, os músicos já receberam os salários de agosto e de setembro, mas ainda esperam pagamento pelos meses anteriores. E a situação levou mais de um de seus componentes a buscar formas alternativas de remuneração, alguns deles como motoristas na modalidade Uber e outros “arranjos” nada musicais.

Além da monstruosa crise econômica e de valores que assola a sociedade brasileira, os motivos apontados para o gravíssimo problema, segundo matéria no jornal O Globo (“Allegro ma non tropo”, Segundo Caderno, capa, 21/10/17), chegaria a questões de gestão. E isso por ter sido a Fundação OSB, viabilizadora do funcionamento da Orquestra, impedida de captar recursos via Lei Rouanet, por irregularidades cometidas.

Com a situação parcialmente normalizada, segundo a matéria de O Globo, os músicos, entretanto, ainda aguardam o plano de pagamento dos atrasados e a garantia do seguro de saúde.

A AMAR manifesta sua mais ampla solidariedade aos músicos da OSB, da qual vieram muitos de nossos fundadores e cujos quadros abrigam diversos profissionais integrantes de nossa Associação.


Nº 141 | 23/10/17 | Pág. 2