Sob o título “Música de Graça”, Ruy Castro, jornalista e escritor do primeiríssimo time e amigo da AMAR, publicou na Folha de São Paulo, no sábado 29/8, magnífico texto sobre a tentativa de “deputados federais aliados do lobby hoteleiro” de “passar um decreto que tunga os compositores”.
No texto, depois de historiar o surgimento da instituição “Direito Autoral” e explicar a importância do Ecad, o consagrado autor de vários importante livros sobre a música popular brasileira, escreveu:

“Nesses nossos tempos de perseguição de pessoas decentes por canalhas, deputados federais aliados do lobby hoteleiro tentam aprovar em regime de urgência um projeto para livrar os hotéis desse pagamento. O argumento é o de que os hotéis estão quebrados com a pandemia. Donde a solução é privar de rendimento os 383 mil músicos filiados ao Ecad, 99% dos quais estão sem emprego e sem trabalho pela mesma pandemia e dependendo dos R$ 0,35 ou R$ 0,60 que recebem quando sua música é ouvida num quarto de hotel. Se um compositor tiver muitos sucessos na carreira, talvez fature R$ 500 por mês.Neste momento, há músicos rifando seus instrumentos para se livrarem do despejo. Se forem postos na rua, os hotéis não os acolherão de graça. Mas querem tocar sua música — de graça”
**
Ruy Castro sabe o que diz. E escreve.