para reflexaoVem causando polêmica no meio musical a divulgação de uma pesquisa que procura demonstrar, tecnicamente, o empobrecimento, melódico, harmônico e literário, da canção popular brasileira de alguns anos para cá. O estudo, realizado por Leonardo Sales, auditor no Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, mostra que a música brasileira hoje mais consumida é simplória, expressa em letras que abusam de palavras repetidas e composta com poucos e recorrentes acordes na estruturação de suas harmonias.

Uma das causas desse empobrecimento, segundo a pesquisa, seria uma mudança no perfil dos artistas de nossa música popular. Antes eles seriam artisticamente “mais elitizados”, tendo que “saber compor e tocar”. E, na atualidade, com a “mercantilização da música”, o candidato ao estrelato pode se lançar “sem saber muito de música, sabendo só cantar e se apresentar”. Palavras do site notícias.bol.uol.com.br.

Diz mais a pesquisa que em termos harmônicos, o samba, no estilo rotulado como “pagode” seria bem mais complexo que o rock. E que, na riqueza do vocabulário utilizado nas letras, o rap consegue ir mais longe que o repertório da vertente rotulada como “MPB”.

A pesquisa é baseada nos acervos dos sites Letras.com.br (102 mil letras) e Cifras.com.br (44 mil cifras) e foi amplamente discutida em recente reunião dos corpos dirigentes da AMAR.

N.R. – A versão integral da matéria está em: https://música.uol.com.br/noticias/redacao/2017/06/29/estudo-inedito-mostra-que-música-brasileira-nunca-foi-tao-pouco-complexa.htm acessado em 31/07/2017.


Nº 139 | 31/07/17 | Pág. 1